Rara & Cara · Sessão de Diagnóstico e Orientação Estratégica

Cláudia Medeiros

Advocacia trabalhista empresarial e compliance · Manaus · @claudiamedeiros.adv

Você chegou com uma pergunta só: qual a sugestão para implantar o comercial do escritório. A resposta é que comercial não é um departamento que se instala, é um sistema de sete etapas que começa muito antes da prospecção. Este documento desenha esse sistema inteiro, mostra exatamente onde o seu está furado hoje e entrega as peças prontas para você montar: o critério de escolha do cliente, a língua que faz o empresário parar para te ouvir, a estrutura do conteúdo que gera demanda, o banco de perguntas da venda consultiva e a conta de quanto isso custa para chegar nos R$ 30 mil por mês.

Sessão em 28 de setembro de 2026 Ana Eliza Costa e Camila Sernatinger Acompanhamento de 10 dias no WhatsApp incluso
Replay da sessão. Assista com o documento aberto do lado.
Onde você está

Cenário atual

O que você escreveu no formulário e o que apareceu na sessão, com os números na mesa.

R$ 5k a 10k
Faturamento médio mensal nos últimos seis meses.
R$ 20k a 40k
Quanto você quer faturar por mês. Objetivo escrito no formulário: seis contratos com ticket médio de R$ 5 mil.
Zero
Clientes vindos do digital em oito meses de produção de conteúdo e impulsionamento.
28 anos
De advocacia. Dez deles nesta casa, como associada, com a parceria consolidada.
Quem é você

A advogada técnica dos bastidores, virando estrategista

Advogada trabalhista empresarial, associada a um escritório de perfil boutique em Manaus que atende nas áreas tributária, societária e trabalhista. Você é a única dedicada ao trabalhista, ao lado de um dos sócios. Fez especialização em compliance porque o destino que você quer é o preventivo. Nas suas palavras: sempre foi a advogada dos bastidores e nunca desenvolveu as competências de venda e gestão, e quer mudar isso.

O que você vende

Assessoria jurídica preventiva, com contencioso ainda ocupando a agenda

Assessoria mensal de R$ 3 mil a R$ 6 mil, mais 10% sobre o aproveitamento econômico nos honorários de êxito. Contrato anual na casa dos R$ 60 mil a R$ 70 mil. Também causas avulsas de litígio. A precificação sai da Tabela de Honorários da OAB AM e você mesma registrou que precisa de melhoria. A carteira está insuficiente.

De onde vêm os clientes hoje

Três portas, todas fora do digital, e nenhuma delas controlada por você.

Porta 1 · principal
Indicação

A base da carteira atual. Chega quando chega. Você não controla o volume nem o perfil de quem entra.

Porta 2
Parceria com contadores

O contador sinaliza uma demanda e vocês fazem o contato. Funciona, mas não é suficiente, e você mesma escreveu isso no formulário.

Porta 3 · offline
O que você chama de prospecção ativa

Abordagem presencial de empresas que ainda não são clientes. Cem por cento offline. Nada acontece no online.

O que já foi tentado no digital

Oito meses de trabalho pago, com uma profissional competente, e o resultado comercial foi zero. Isso não é acaso e a seção seguinte explica o porquê.

O que foi feitoDetalhe
PeríodoDe setembro de 2025 a agosto de 2026, com pausa no fim do ano e retomada em março. Cerca de oito meses efetivos.
EntregaTrês postagens por semana: um vídeo, um estático e um carrossel. A profissional fazia a curadoria de temas, vocês aprovavam, ela elaborava.
InvestimentoR$ 1.500 por mês.
CanalSó Instagram. LinkedIn ficou de fora, apesar do cliente ser empresário.
Tráfego pagoImpulsionamento pontual em alguns temas.
ResultadoVisualizações. Nenhuma pessoa chegou no WhatsApp vinda de conteúdo. Nenhum negócio fechado. O alcance ficou preso em conhecidos, familiares e clientes atuais.
Decisão tomadaEncerrar o contrato em agosto e segurar a área de marketing para focar energia no comercial.

O que você trouxe como incômodo

Dito no formulário

As travas que você mesma nomeou

  • Maior dificuldade do negócio: comercial e gestão.
  • Não tem esteira de produtos estruturada.
  • Forte objeção dos empresários a investir em prevenção.
  • Tem feito cursos de IA e esteira de produtos e ido a eventos de networking, mas tem dificuldade de colocar em prática.
  • Síndrome do impostor.
Apareceu na sessão

O que a conversa revelou por baixo

  • Zero setor comercial no escritório. Ninguém é dono dessa função.
  • O cliente ideal está definido como "empresários e gestores de RH", o que é insuficiente para orientar qualquer prospecção.
  • Você não sabe dizer, de cabeça, quais empresas de Manaus você atacaria primeiro.
  • Nunca fez o exercício de mapear essas empresas. Não é dificuldade, é uma tarefa que ainda não foi feita.
  • Você não é tomadora de decisão sobre o posicionamento do escritório.
Sua frase na sessão

"A gente é zero esse setor de comercial, por isso que eu fico ali meio perdida. É o que eu vejo só nas redes. Tento fazer alguma coisa, mas no digital não está rolando."

Cláudia Medeiros

A decisão que você tomou dentro da sessão

Isso muda tudo o que vem depois, então está registrado aqui como marco.

Decisão 1
Trabalhar a marca Cláudia Medeiros

Você prefere construir a sua marca pessoal a esperar o escritório. O escritório se beneficia, mas quem puxa é você, porque você não depende da aprovação de ninguém para decidir o seu próprio posicionamento.

Decisão 2
Investir do seu próprio bolso em marketing

Para não ficar refém do ritmo e das camadas de aprovação do escritório. Você disse sim a isso na sessão.

Decisão 3
Ser a dona do comercial

Você mesma vai fazer as conversas de venda, e vai adequar a agenda para isso. Depois treina alguém, mas alguém precisa começar, e é você.

O que está travando

Diagnóstico

O nome que você deu ao problema não é o problema. Você chegou pedindo prospecção ativa. Prospecção é a quarta etapa de um sistema cujas três primeiras não existem.

O gargalo real

Não existe um sistema comercial, existe uma esperança organizada

Você tem competência técnica de 28 anos, um ticket coerente, um escritório sólido e uma tese correta sobre o preventivo. O que você não tem é a máquina que leva um estranho de Manaus até a sua sala. Hoje o seu faturamento depende de três fatores que você não controla: quem lembra de te indicar, quando um contador sinaliza e quem você encontra num evento. Nenhum desses três você consegue acelerar quando precisa faturar mais.

O erro de sequência

Prospecção ativa é uma etapa do sistema, não o começo dele

Se a gente simplesmente aumentar o número de empresas que você aborda sem definir quem deve entrar nesse sistema, por qual problema, com qual mensagem e para qual oferta, você vai trabalhar muito e continuar com conversão baixa. Vai ser ineficaz. O teste que a Ana te fez na sessão prova isso: se eu te entregasse uma lista com dez mil empresários de Manaus e mandasse prospectar, você não saberia quais cem escolher primeiro. Quando a resposta a essa pergunta é não, o problema ainda não é abordagem. É critério de seleção.

O erro de subtração

Você tirou a única peça que gerava demanda antes de montar a que vende

Marketing gera demanda. Comercial vende. Marketing não vende e comercial não gera demanda. Para chegar em novos contratos você precisa das duas peças funcionando. O comercial hoje não existe e o marketing foi desligado em agosto. Ficou sem caminho até o resultado. E tem um custo escondido nessa decisão: quando a gente para, a gente regride. Toda pessoa nova que entrar depois precisa de uma rampagem para entender quem você é, o que você vende e como esse conteúdo se produz. Você vai pagar de novo por um tempo que já tinha pagado.

O ciclo que te mantém presa

Leia na ordem. Cada caixa alimenta a seguinte e a última volta para a primeira.

1
Cliente ideal genérico

"Empresários e gestores de RH" não filtra ninguém. Serve para todo mundo, então não serve para ninguém.

2
Conteúdo conceitual

Sem saber com quem fala, o conteúdo vira tese jurídica. O Google e o ChatGPT já respondem isso.

3
Nenhum lead chega

Oito meses, três posts por semana, zero pessoa no WhatsApp. O alcance ficou entre conhecidos.

4
Marketing desligado

Sem retorno, o investimento parece perdido e a área é cortada. A geração de demanda zera.

5
Volta para a indicação

Carteira insuficiente, faturamento entre R$ 5k e R$ 10k, e a sensação de estar batendo cabeça. O ciclo recomeça.

O que destrava

Escolher quem, antes de escolher o que falar

Todo o resto é consequência disso. Quando você define um critério de seleção de empresa, você sabe para quem produzir conteúdo, sabe que sintoma citar, sabe que perguntas fazer na conversa de venda e sabe quem colocar na lista de prospecção. Uma decisão destrava quatro problemas. É por isso que a primeira tarefa do seu plano de ação não é gravar vídeo nem contratar ninguém. É abrir uma planilha e escrever nomes de empresas.

Para onde estamos indo

O objetivo

Extraído do seu formulário e da sessão. Tudo que está neste documento serve este objetivo. O que não serve, não entrou.

O contrato desta sessão

Sair de R$ 5k a R$ 10k por mês, dependente de indicação, para uma carteira de seis contratos de assessoria preventiva a R$ 5 mil, somando R$ 30 mil por mês de receita recorrente

Construindo a marca pessoal Cláudia Medeiros como a advogada trabalhista preventiva de Manaus, com um sistema comercial que você opera e que não depende de indicação para acontecer. Com isso, migrar o peso da agenda do contencioso, que prende em audiência e desgasta, para o preventivo, que sustenta a redução de ritmo que você planeja para daqui a três a cinco anos.

Ponto A
Hoje

Faturamento entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Um a dois contratos de assessoria. Entrada reativa e contenciosa. Zero sistema comercial. Zero geração de demanda ativa.

Ponto B
Onde você quer chegar

Seis contratos de assessoria a R$ 5 mil. R$ 30 mil por mês de recorrência. Entrada preventiva. Sistema comercial rodando com você no comando.

A virada
O que muda

Você deixa de ser a profissional acionada quando o problema já explodiu e passa a ser a parceira de negócio que participa das decisões antes do problema existir.

O tamanho real disso

Seis contratos de R$ 5 mil significa quadruplicar o que entra hoje

Você já tem alguma coisa recorrente entrando, e o seu faturamento médio está entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Chegar em R$ 30 mil de recorrência é multiplicar isso por três ou por quatro. Esse é um salto de patamar, e um salto de patamar não acontece com o mesmo volume de esforço que sustenta o patamar atual.

É por isso que a seção A conta que decide tudo vem com números maiores do que parece à primeira vista. Não existe atalho: a quantidade de empresas que você precisa abordar é a variável que você controla, e é ela que determina se você chega lá em seis meses, em doze, ou não chega.

O desenho

As duas engrenagens

Antes de montar o comercial, é preciso entender que ele não anda sozinho. São duas peças que giram engatadas. Se uma para, a outra gira no vazio.

Engrenagem 1

Marketing

A função dele é gerar demanda
  • Faz o empresário perceber que tem um problema que ele ainda não nomeou.
  • Constrói o posicionamento: quando alguém te procura, encontra uma advogada preventiva com repertório, não um perfil parado desde julho.
  • Amadurece a decisão. O empresário chega na conversa já sabendo que tem um problema.
  • Sustenta a indicação. Quem chega indicado entra no perfil para conferir antes de falar com você.

Marketing não vende. Cobrar venda direta de um post é o erro que fez você concluir que oito meses foram perdidos.

Engrenagem 2

Comercial

A função dele é vender
  • Qualifica: essa empresa tem o problema, tem urgência, tem dinheiro e quer usar esse dinheiro.
  • Diagnostica: qual dos seus serviços resolve o que essa empresa vive.
  • Conduz a conversa por perguntas até o empresário verbalizar sozinho a necessidade.
  • Faz proposta, follow-up, fechamento e mantém o relacionamento para gerar a próxima indicação.

Comercial não gera demanda. Por mais afiada que você fique nas perguntas, se ninguém entra no topo, não há com quem conversar.

A conclusão que fecha o diagnóstico: você precisa das duas peças para chegar no resultado. O comercial hoje não existe e o marketing foi desligado. Sem nenhuma das duas, não há caminho possível até os R$ 30 mil. A ordem correta é montar o comercial e religar o marketing, nesta ordem, porque a primeira decisão do comercial, que é escolher o cliente, é exatamente o que faltava para o marketing funcionar.
"O cachorro que tem dois donos ou morre de fome ou fica gordo." Camila, sobre por que o comercial precisa de um dono. Se todo mundo é responsável, ou ninguém vende porque cada um acha que o outro está vendendo, ou todo mundo vende e ninguém entrega. Nesta sessão você assumiu esse lugar.
O desenho

O sistema comercial inteiro

Sete etapas. As três primeiras são marketing, as quatro últimas são comercial. Ao lado de cada uma está o que existe hoje no seu escritório. Esta é a resposta completa à sua pergunta do formulário.

Da empresa desconhecida ao contrato assinado
O caminho que ainda não existe no seu escritório
1
MercadoMarketing

Todas as empresas de Manaus que poderiam te contratar. É a matéria-prima. Sem critério, é uma massa inútil de dez mil nomes. Hoje: existe, mas indefinido. Ninguém sabe quantas nem quais.

2
Critério e recorteMarketing

O filtro que transforma dez mil em trinta. Porte, número de funcionários, setor, estrutura de RH, momento da empresa, histórico de passivo. É a decisão que destrava todas as outras. Hoje: não existe. "Empresários e gestores de RH" não é um critério, é uma categoria.

3
Atração e prospecçãoMarketing

Duas vias paralelas. A passiva é o conteúdo que faz a empresa te procurar. A ativa é você indo até ela com uma abordagem de pesquisa. As duas usam a mesma linguagem e o mesmo diagnóstico. Hoje: a passiva foi desligada em agosto. A ativa é só offline e sem critério.

4
QualificaçãoComercial

Esse contato tem o problema que você resolve? Tem urgência? Tem dinheiro? Está disposto a usar esse dinheiro? Quem não passa nos quatro não avança, e isso protege a sua agenda. Hoje: não existe. Quem chega por indicação já vem meio decidido, então essa etapa nunca precisou existir.

5
DiagnósticoComercial

A conversa conduzida por perguntas, em que você entende o contexto real da empresa e descobre qual dos seus serviços resolve. É aqui que mora o SPIN Selling e é a habilidade central que você vai desenvolver. Hoje: não existe como método. Acontece por intuição, do jeito que der.

6
Proposta, follow-up e fechamentoComercial

A proposta sai do diagnóstico, com o preço ancorado no impacto que o empresário verbalizou, não na Tabela da OAB. Depois ele consulta o sócio, pensa, e alguém precisa voltar. Follow-up é etapa, não insistência. Hoje: a proposta existe. O follow-up estruturado não.

7
Relacionamento e indicaçãoComercial

O cliente atendido vira fonte de novos clientes. É a sua porta que mais funciona hoje, com a diferença de que ela passa a ser provocada em vez de esperada. Hoje: funciona, mas é passivo. Ninguém pede indicação de propósito.

Como ler este desenho

O seu problema comercial pode estar em qualquer uma dessas etapas, ou em várias

No seu caso estão furadas a 2, a 3, a 4, a 5 e metade da 6. Isso parece muito, mas cinco etapas quebradas por uma causa só é mais fácil de consertar do que cinco causas diferentes. A causa única é a etapa 2. Comece por ela.

Etapa 2 do sistema

Quem é o seu cliente

Específico o suficiente para filtrar, sem ficar tão estreito que exclua perfis relevantes. Esta é a decisão que destrava o resto.

Na sessão você já entregou, sem perceber, boa parte do critério. Está tudo escrito abaixo, tirado das suas próprias respostas. O que falta é transformar isso em regra escrita e usar.

VariávelO que você já sabe
PortePequenas e médias empresas. A partir de 30 funcionários já existe demanda, e a partir de 50 a demanda é clara.
SetorServiço e comércio. Nomeados por você na sessão: comércio de máquinas e equipamentos, pet shop e salão de beleza.
Quem percebe o problemaO próprio empresário, na maioria das vezes. No trabalhista, o contato mais próximo é o RH.
Quem influencia e quem decideO RH influencia, o dono decide. Isso define para quem o conteúdo fala e quem precisa estar na reunião de proposta.
Momento da empresaA variável que ainda falta você responder. Empresa em crescimento acelerado, com histórico de passivo trabalhista ou com liderança recém-promovida sente mais esse problema.
Estrutura de RHTambém falta responder. Empresa com RH estruturado compra assessoria de forma diferente de empresa em que o dono faz tudo. As duas podem ser cliente, com abordagens diferentes.
O teste que você não passou, e tudo bem

Se eu te entregasse uma lista com dez mil empresários de Manaus e dissesse "toma, pode prospectar", você saberia escolher os cem primeiros?

Ana Eliza · a resposta foi não, e é exatamente aí que o trabalho começa
Por que isso não é teoria

O empresário não acorda querendo comprar assessoria jurídica preventiva

Você conhece a solução porque é especialista. O seu cliente conhece a realidade que ele está vivendo. O seu conteúdo e a sua abordagem precisam construir a ponte entre essas duas coisas. Depois de 28 anos como advogada técnica, esse é o ajuste de chave: parar de falar do que você vende e começar a falar do que ele vive.

Exercício 1 · faça antes de qualquer outra coisa

O critério de seleção escrito

Abra um documento seu e responda estas cinco perguntas com o que você já sabe, completando o que ficou em aberto. Se travar em alguma, converse com o sócio que está na casa. O que sair daqui vira a regra que orienta a lista, o conteúdo e a prospecção.

Porte e faturamentoFaixa de funcionários e, se conseguir estimar, faixa de faturamento anual.
Exemplo de resposta: de 40 a 200 funcionários, com faturamento acima de tanto por ano.
Setores prioritáriosComece pelos que você já atendeu. Onde você já tem repertório, a conversa é mais fácil.
Estrutura de RH que indica maior necessidadeRH próprio? Uma pessoa só? O dono decide tudo? Qual desses cenários dói mais?
Comece a frase assim: a empresa que mais precisa de mim tem...
Momento da empresa e históricoCrescimento acelerado, muitas contratações, passivo trabalhista recente, liderança nova, alta rotatividade.
Comece a frase assim: os sinais de que a empresa está no momento certo são...
Quem não é meu clienteTão importante quanto o de cima. Escreva o que você vai recusar, para não perder tempo.
Comece a frase assim: não é meu cliente a empresa que...
A primeira tarefa

A lista das 30 empresas

Mais importante que o dado abstrato é o caso concreto. Com nomes reais na frente, você produz conteúdo como se estivesse conversando com aquela pessoa e prospecta com endereço.

Isso parece um exercício de meditação, mas não é. É um trabalho de pesquisa com critério. O método que a Camila te passou na sessão, passo a passo:

1
Abra o mapa de Manaus e divida em quatro áreas

Ou vá por bairro. O objetivo é não olhar a cidade inteira de uma vez, porque aí ninguém começa. Você olha um pedaço e pergunta: quem está aqui?

2
Elimine antes de incluir

É mais rápido tirar do que escolher. Sorveteria da esquina? Fora, você nunca atuou nesse segmento e não tem repertório. Vá cortando até sobrar o que faz sentido.

3
Trabalhe por segmento que você já conhece

Salão de beleza, pet shop, comércio de máquinas e equipamentos. Nesses três você já tem contato e vocabulário. Comece por eles.

4
Aplique o filtro de porte dentro de cada segmento

Se em Manaus existem, digamos, dez mil salões, quantos têm mais de vinte funcionários? O número cai pela metade, e depois cai de novo. Cada filtro aproxima a lista do tamanho utilizável.

5
Use os clientes atuais como espelho

Pegue uma empresa que você já atende e liste os concorrentes diretos dela. Se ela precisa de você, eles provavelmente também precisam, e você já conhece a dor do setor.

6
Feche em três camadas: 10, depois 20, depois 30

As dez primeiras são as que você mais quer atender. Comece o conteúdo e a prospecção olhando para essas dez. Depois amplia.

7
Depois das trinta, nunca mais pare de alimentar a lista

Trinta nomes são o começo, e não o fim. A conta da seção A conta que decide tudo mostra que você vai precisar de perto de duzentas abordagens ao longo do caminho. Isso significa cerca de vinte nomes novos entrando na lista todo mês. Lista que acaba é prospecção que para.

Para que serve a lista

Ela resolve três coisas ao mesmo tempo

  • Conteúdo. Na hora de escrever, você pensa: se eu estivesse numa conversa com o dono desta empresa aqui, o que eu falaria? Vira quase um conteúdo indireta, e é isso que gera identificação.
  • Prospecção. Você já tem nome, endereço e setor de quem abordar. A prospecção deixa de ser "vou falar com empresários" e vira "vou falar com estes trinta".
  • Estudo. Com a lista na mão você estuda o perfil dessas empresas, e é esse estudo que gera as perguntas certas na conversa de venda.
Exercício 2 · a lista

As empresas que eu quero atender

Escreva nomes reais. Uma por linha, com o setor e, se souber, o número aproximado de funcionários. Não precisa ter certeza, precisa ter começo. O objetivo desta semana são as dez primeiras.

As dez primeirasAs que você mais quer atender. Estas orientam o conteúdo das próximas semanas.
Uma por linha, no formato: nome da empresa · setor · número aproximado de funcionários.
As vinte seguintesVão entrando ao longo das duas semanas seguintes, conforme você for pesquisando.
Concorrentes dos meus clientes atuaisPara cada empresa que você já atende, quem são os concorrentes diretos dela em Manaus?
Uma linha por cliente atual, com os concorrentes diretos dele ao lado.
A chave do conteúdo e da venda

A língua do empresário

O momento mais importante da sessão foi quando você mesma chegou na palavra certa, sem perceber. Está desenhado abaixo.

A Camila te perguntou o que acontece com uma empresa que tem líder assediador. Você respondeu clima organizacional. Ela perguntou o que isso afeta. Você desceu um degrau. Ela perguntou de novo. E de novo. Até você dizer margem de lucro. Esse é o degrau em que o empresário para para te ouvir.

Degrau 1 · conceito
"Afeta o clima organizacional." O empresário não sabe que isso é um problema. Ele nem junta uma coisa com a outra. Palavra de RH, não palavra de dono.
Degrau 2 · sintoma
"Gera desconforto, desmotivação da equipe, fofoca, um ambiente adoecido." Começa a ficar reconhecível, mas ainda parece assunto de outra área.
Degrau 3 · consequência operacional
"Pedidos de demissão, maior risco de erro na execução do trabalho, gente entrando e saindo o tempo todo." Agora ele reconhece a cena. Isso ele vê acontecendo.
Degrau 4 · a língua dele
"Isso impacta diretamente na margem de lucro." Aqui ele para. Isso ele já sabia que era um problema, só não sabia que tinha a ver com você.
A regra prática

Sempre que você escrever uma palavra conceitual, pergunte "e o que isso afeta?". Repita até chegar em dinheiro, tempo ou risco. Só então escreva.

Camila, na sessão
Um cuidado que vai te poupar muita porta fechada

Não coloque o empresário no lugar do erro

Se tem um líder assediador dentro da empresa, quem colocou ele lá foi o empresário. Falar isso de frente toca no ego dele. Ele vai ter que admitir que errou na escolha, que não sabe ler quem deve estar em qual posição, que talvez não seja um bom gestor. Quando você mexe nesse lugar, a pessoa não quer mexer no caldo, porque é amargo.

O caminho é outro: você fala da margem de lucro e da dificuldade de formar um time que fica. E diz que existe uma coisa que talvez ele não esteja vendo em como os processos de cobrança, meta e comunicação da liderança para os liderados estão acontecendo. Você não precisa explicar ainda que a causa é o líder. Você só precisa que ele pense: ela sabe de algo que eu não sei e que está diminuindo a minha margem. Consciência do problema primeiro. A consciência da solução vem depois.

O repertório de sintomas que você já tem

Estes saíram de você na sessão. Cada um é um gancho de conteúdo e uma pergunta de venda.

Sintoma
Assédio moral por produção

Líder que pressiona para aumentar resultado e ninguém corrige. Você disse que é a dor mais latente hoje nas empresas.

Sintoma
Casos de assédio sexual

Já aparecem na sua carteira. Tema pesado, alto risco e altíssima consequência financeira.

Sintoma
Relato sem providência

O funcionário relata ao RH, o líder não é chamado, nada acontece. A equipe aprende que relatar não adianta.

Sintoma
Decisão que chega pronta

O gestor decide demitir e só depois comunica o RH e o jurídico. O jurídico entra para limpar.

Sintoma
Critérios diferentes para casos iguais

Dois líderes tomam decisões diferentes diante de situações semelhantes. Isso vira prova contra a empresa.

Sintoma
O mesmo problema se repetindo

A empresa apaga o mesmo incêndio várias vezes por ano e chama isso de rotina.

Sintoma
RH inseguro antes de demitir

A pessoa sabe que precisa agir e não sabe como, então adia ou executa errado.

Sintoma
Cobrança fora de horário

Demanda além do razoável, pressão injustificada, e o efeito cascata que você descreveu na sessão.

Sintoma
Tempo da liderança apagando incêndio

Horas de gente cara resolvendo o que poderia ter sido evitado com uma validação de dez minutos.

Exercício 3 · a tradução

Descer a escada até a língua dele

Pegue cinco sintomas da lista acima e desça cada um até dinheiro, tempo ou risco. Este exercício alimenta diretamente o conteúdo e as perguntas de implicação da sua conversa de venda.

O sintoma, do jeito que ele acontece
Exemplo: o gestor decide demitir e só depois avisa o RH.
O que isso custa, na língua do dono
Exemplo: acordo em audiência que poderia ter sido evitado, mais as horas do RH gastas depois.
A sua tese em uma fraseO que você acredita sobre o jurídico trabalhista que a maioria dos empresários ainda não entendeu.
Comece a frase assim: eu acredito que...
Etapa 3 do sistema

Conteúdo que gera demanda

A diferença entre o conteúdo que teve alcance tímido e o conteúdo que enche o WhatsApp está na primeira linha. Uma fala de solução, a outra fala do que a pessoa está vivendo.

O que o Google já responde
"Cinco cuidados jurídicos no desligamento de funcionários"
"O que diz a CLT sobre assédio moral"
"Entenda a reforma trabalhista"
Por que não funciona: é informação. O ChatGPT responde em três segundos e de graça. Não gera reconhecimento nem desejo, só confirma que você sabe a lei, o que ninguém duvidava.
O que faz o empresário parar
"Seu gestor decide demitir e só depois comunica ao RH e ao jurídico"
"O funcionário relatou o líder ao RH. Ninguém chamou o líder. Três meses depois vieram dois pedidos de demissão."
"Dois líderes, a mesma situação, duas decisões diferentes. Na audiência, isso vira prova."
Por que funciona: é reconhecimento. Ele lê e pensa "isso acontece aqui". Esse é o instante em que o problema nasce na cabeça dele.

A estrutura em seis passos

Este é o mesmo conteúdo que a Ana desenhou ao vivo na sessão. Use como molde para todo carrossel e todo roteiro de vídeo.

1
Sintoma

A cena concreta, do jeito que acontece na empresa. É o gancho.

"Seu gestor decide demitir e só depois comunica ao RH e ao jurídico."
2
Problema

O que está por trás do sintoma, nomeado por você.

"A decisão já chega pronta. O jurídico participa somente depois."
3
Explicação

Por que isso acontece. Aqui entra a sua competência técnica, e é o único lugar dela.

"Quando o jurídico e o RH entram apenas na execução, diminui o espaço para avaliar previamente os riscos e as alternativas."
4
Consequência

O preço de não resolver, traduzido para a língua do dono.

"Uma decisão operacional que pode gerar retrabalho, insegurança e exposição jurídica que poderia ter sido avaliada antes."
5
Nova possibilidade

A pergunta que abre a porta. Ainda sem vender nada.

"Mas precisa ser assim sempre? E se determinadas decisões tivessem pontos de validação antes de serem executadas?"
6
Você entra

Só agora. E entra como lógica de trabalho, não como oferta.

"É nessa lógica que eu trabalho o jurídico preventivo. Não só reagindo ao litígio, mas participando de determinadas decisões antes do problema acontecer."
De onde vem a matéria-prima

Conteúdo bom é extração, não invenção

O conteúdo da Ana gera identificação porque ela descreve um problema concreto que a cliente dela está vivendo. Ela sai de uma conversa e pensa: o que a pessoa falou, qual é a dificuldade dela, qual problema ela tem, no que ela é boa, o que precisa ser feito. E cria a partir dali. É extração de um caso específico, não de um cliente ideal abstrato.

No seu caso, a matéria-prima está em três lugares: as conversas que você tem com o RH dos clientes atuais, os processos que você conduziu nesses 28 anos e as empresas da sua lista das trinta. Cada audiência que você fez guarda uma cena. Anote as cenas.

Exercício 4 · o banco de ganchos

Dez primeiras linhas

Escreva dez ganchos, cada um sendo uma cena concreta que acontece dentro de uma empresa. Sem jargão jurídico, sem número de artigo, sem a palavra compliance. Cada gancho vira um carrossel usando a estrutura de seis passos acima.

Dez ganchosFrase única, no presente, descrevendo o que acontece. Se der para visualizar a cena, está certo.
Exemplo: seu gestor decide demitir e só depois comunica ao RH e ao jurídico.
Escolha um gancho e desenvolva os seis passosSintoma, problema, explicação, consequência, nova possibilidade, você entra.
Um parágrafo curto para cada passo: sintoma, problema, explicação, consequência, nova possibilidade e onde você entra.
Ajuste de canal

Onde publicar

O trabalho anterior levou tudo para o Instagram. O seu cliente é empresário, e empresário também vive em outro lugar.

Canal 1
LinkedIn

Onde o empresário e o gestor de RH estão em contexto de trabalho, com a cabeça em problema de empresa. É o canal mais coerente com o seu conteúdo e ficou completamente de fora até hoje. Texto funciona bem lá, o que resolve boa parte da sua resistência a gravar vídeo.

Canal 2
Instagram

Continua. Serve para posicionamento e para sustentar quem chega por indicação ou prospecção e vai conferir quem você é. Carrossel primeiro, vídeo depois, no seu ritmo.

Canal 3
Prospecção ativa online

A terceira via, detalhada mais adiante. Usa o mesmo conteúdo e a mesma linguagem, só que você vai até a empresa em vez de esperar.

Por que não dá para desligar o conteúdo enquanto prospecta

O efeito Oscar Freire

As lojas da Oscar Freire, em São Paulo, praticamente não vendem no balcão. Elas estão ali por posicionamento. Muita gente de fora passa, vê a marca, e compra depois pelo site ou no shopping. Não se fecha aquela loja só porque a venda direta é baixa.

O seu conteúdo ocupa esse lugar. Imagine que você manda um e-mail hoje para o dono de uma das trinta empresas da sua lista. Ele entra no seu perfil e o último post é de julho. Como ele interpreta? Está abandonado? Ela ainda atua? Isso é atual? A prospecção esfria ali. E vale também para a indicação: quem chega indicado não passa o cartão sem olhar. Ela pode estar mais inclinada a comprar, mas entra, olha e confere o que você fala.

Etapa 5 do sistema

Venda consultiva

Ticket alto, empresário decidindo, serviço que ele ainda não sabe que precisa. Isso só se vende de um jeito. Esta é a habilidade que você vai desenvolver.

Venda transacional
Não existe vínculo com quem vende. Ele é um intermediador.
Eu tenho sede, entro na loja do Zé ou na loja do João, tanto faz a marca da água. Compro e vou embora.
Segue uma cartilha fechada: é isto aqui que eu tenho.
O cliente já sabe o que quer. O vendedor entrega.
Venda consultiva
A figura que conduz é determinante. Ela ajuda a pessoa a tomar a melhor decisão, seja comprar ou não comprar.
Faz perguntas e, por meio das respostas, faz uma leitura de cenário.
Decide o que ofertar a partir do que ouviu. Empresa com departamento jurídico interno recebe uma proposta, empresa sem departamento recebe outra.
O cliente não sabe o que precisa. Você está lá para ver um problema que ele não vê.
A frase que resume

Saia da conversa "deixa eu explicar a minha assessoria" e vá para a conversa "deixa eu compreender o seu contexto e verificar se existe um problema que vale a pena eu resolver".

Ana Eliza, na sessão
O detalhe que muda a objeção do preventivo

Você não convence o empresário da prevenção. Você faz ele verbalizar o risco.

Você escreveu no formulário que existe forte objeção dos empresários a investir em prevenção. É verdade, e não é só com você: as clientes médicas vivem o mesmo, porque ninguém quer prevenir, todo mundo quer reagir. A saída não é argumentar melhor. É conduzir por perguntas até que ele mesmo diga em voz alta o que acontece se nada mudar nos próximos doze meses. O que a pessoa fala, ela acredita. O que você fala, ela avalia.

A ferramenta

O banco de perguntas SPIN

SPIN é uma sigla: situação, problema, implicação e necessidade de solução. As perguntas abaixo foram adaptadas ao vivo para o seu caso. Leve impressas nas primeiras conversas.

O mais importante desta metodologia é que você fala pouco. O cliente é quem fala. Ele verbaliza a situação, admite o problema, reconhece as consequências de não resolver e, no fim, ele mesmo acusa a necessidade de mudar. A urgência nasce da boca dele.

S

Situação

entender literalmente o que está rolando na empresa
Como vocês hoje estruturam a gestão trabalhista da empresa?
Quantos colaboradores vocês têm e como o RH está estruturado?
Hoje vocês contam com algum suporte jurídico trabalhista recorrente, ou só procuram ajuda quando surge uma demanda?
Como as decisões trabalhistas mais sensíveis são tomadas hoje?
P

Problema

fazê-lo perceber que tem um problema
Quais situações trabalhistas mais têm gerado insegurança para vocês hoje?
Onde você percebe que o RH e as lideranças mais erram ou ficam sem saber como agir?
Quais problemas trabalhistas acabam se repetindo?
Em quais situações vocês normalmente percebem tarde demais que deveriam ter consultado o jurídico?
I

Implicação

é aqui que dói, e é aqui que a urgência nasce
Quando isso acontece repetidamente, que impacto gera para a empresa?
Além do custo jurídico, que impacto isso traz para a operação e para o RH?
Se esse problema continuar nos próximos doze meses, o que pode acontecer?
Quanto tempo da liderança e do RH acaba sendo consumido corrigindo situações que poderiam ter sido prevenidas?
N

Necessidade de solução

aliviar a tensão e plantar a semente
O que mudaria para vocês se o RH pudesse validar essas decisões antes que elas se transformassem em problema?
Que valor teria reduzir essas situações recorrentes?
Como seria para a liderança ter mais segurança antes de tomar decisões trabalhistas sensíveis?
Se existisse um acompanhamento contínuo voltado à prevenção, o que ele precisaria entregar para fazer sentido para vocês?
Como conduzir sem virar interrogatório

Isto é um raciocínio diagnóstico, não um questionário

Não leia as perguntas em sequência. Faça uma, escute inteiro, e use a resposta dele para escolher a próxima. Nas perguntas de implicação você vai ter que tocar em pontos sensíveis, e cavucar mesmo, porque é lá que dói. Mas você não pressiona e não cria drama na cabeça dele. Você só pergunta. O drama ele constrói sozinho enquanto responde.

Depois que ele descreveu o impacto, mude o tom. As perguntas de necessidade de solução aliviam a pressão e mostram uma possibilidade. Aí sim você apresenta o seu serviço, e ele já vai estar esperando por ele.

Exercício 5 · preparação da conversa

Antes de cada reunião, responda isto sobre a empresa

Quinze minutos de preparação mudam completamente a qualidade da conversa. Responda estas quatro perguntas por escrito antes de cada empresa que você for abordar.

Empresa e quem vai estar na conversaNome, setor, porte e se é dono, RH ou os dois.
Uma linha só, no formato: empresa, setor, porte e quem vai estar na conversa.
Que sintomas eu aposto que existem lá dentroTrês hipóteses, baseadas no setor e no porte. Você vai confirmar ou derrubar na conversa.
A pergunta de implicação que eu preciso fazer nesta conversaA que leva do sintoma até a margem de lucro dele.
Exemplo: quando isso acontece repetidamente, que impacto gera para a empresa?
Que oferta provavelmente cabe aquiAssessoria mensal, compliance trabalhista, projeto pontual. Confirme só depois de ouvir.
Comece a frase assim: a hipótese de oferta para esta empresa é...
Recomendação da sessão

O livro

Tudo que está na seção anterior nasceu daqui. As perguntas que a gente montou são uma adaptação ao seu caso. O livro dá o fundamento inteiro.

Capa do livro SPIN Selling, de Neil Rackham
Leitura obrigatória para quem vai vender ticket alto

SPIN Selling

Neil Rackham

Rackham analisou trinta e cinco mil conversas de venda reais para descobrir o que diferencia quem fecha de quem não fecha em vendas complexas e de ciclo longo. A conclusão que fundamenta tudo: em venda de ticket alto, quem fala menos e pergunta melhor vende mais. As quatro famílias de perguntas que você tem na seção anterior são a espinha dorsal do método.

Ler isto vai sedimentar na sua cabeça o que a gente montou ao vivo. As perguntas que deixamos prontas são um norte, e depois da leitura você vai conseguir evoluí-las sozinha para cada tipo de empresa da sua lista.

Edição em português: "Alcançando Excelência em Vendas: Spin Selling", editora M.Books. A capa ao lado é a da edição original em inglês, que é a mais conhecida. Procure pelo autor, Neil Rackham, para não errar o livro.
Etapa 3 do sistema, via ativa

Prospecção ativa online

Agora sim. Com critério definido, lista na mão e método de conversa, a prospecção deixa de ser tiro no escuro. E ela usa uma porta lateral que abre muito mais que a porta da venda.

A abordagem

Entrar como pesquisa, não como oferta

A OAB te impede de dizer "me contrate". Isso, que parece limitação, na verdade te empurra para a abordagem que converte mais em venda complexa. Você entra pedindo informação, não vendendo serviço. E o mais importante: as perguntas da pesquisa são as mesmas perguntas do SPIN. Você prospecta e diagnostica ao mesmo tempo.

Script 1 · primeira abordagem
Contato inicial por e-mail, LinkedIn ou WhatsApp
Para o dono ou para o responsável de RH de uma das empresas da sua lista. Adapte o nome, o setor e o sintoma para cada empresa. Nunca mande o mesmo texto para trinta pessoas sem ajustar.
Boa tarde, [nome]. Tudo bem? Sou a Cláudia Medeiros, advogada trabalhista empresarial aqui de Manaus, com 28 anos de atuação na área. Estou mapeando o perfil de empresários e gestores de RH de empresas de Manaus do setor de [setor], e o perfil do [nome da empresa] está muito alinhado ao grupo que faz parte dessa pesquisa. Queria entender um pouco mais qual é a relação de vocês hoje com o jurídico, especialmente na parte trabalhista, e se você identifica que situações trabalhistas recorrentes estão consumindo tempo da liderança ou pesando na margem da operação. São poucas perguntas. Posso te enviar por aqui, ou prefere que eu passe no [nome da empresa] para uma conversa de vinte minutos?
Script 2 · quando ele responde que está tudo bem
A resposta mais comum, e a que mais oportunidade tem
O empresário quase sempre diz que não tem problema, porque ele ainda não sabe que tem. Não discuta. Faça uma pergunta de situação e deixe ele falar.
Que ótimo, isso já coloca vocês à frente da maioria. Só para eu registrar direito na pesquisa: hoje vocês contam com algum suporte jurídico trabalhista recorrente, ou procuram ajuda quando surge alguma demanda específica? E quando aparece uma decisão mais sensível, uma demissão complicada ou um relato de conduta de liderança, como essa decisão costuma ser tomada aí dentro?
Script 3 · fechamento da conversa de diagnóstico
Depois que ele descreveu os impactos
Use quando o empresário já verbalizou o que acontece se nada mudar. Aqui você faz a ponte para a proposta sem fazer oferta direta.
[nome], pelo que você me contou, tem três situações se repetindo aí e cada uma delas está custando tempo da liderança e exposição que dá para evitar. É exatamente nessa lógica que eu trabalho: não só reagindo quando o processo já chegou, mas participando de determinadas decisões antes do problema acontecer. Se fizer sentido para você, eu organizo o que eu escutei aqui num desenho do que daria para prevenir nos próximos doze meses, com o que isso exigiria de acompanhamento, e a gente conversa de novo. Sem compromisso nenhum de contratação, é para você enxergar o tamanho do que está em jogo. Posso preparar?

A cadência

Prospecção sem cadência é contato solto. Este é o ritmo semanal que sustenta a conta da próxima seção, no cenário de chegar aos seis contratos em seis meses.

Toda semana
Oito abordagens novas

Oito empresas da lista, personalizadas uma a uma, pelo canal em que a pessoa está. Bloco de duas horas na agenda, com hora marcada, igual a uma audiência.

Cinco dias depois
Follow-up de quem não respondeu

Segunda mensagem, curta, com um ângulo diferente do primeiro. A maior parte das respostas vem no segundo toque, então pular esta etapa joga metade do trabalho fora.

Toda semana
Uma conversa de diagnóstico

Quem respondeu entra na agenda. Trinta minutos, com as perguntas SPIN preparadas e as quatro respostas do exercício 5 escritas antes.

Contínuo
Registro e reposição da lista

Planilha com empresa, contato, data, o que foi dito, próximo passo e data do próximo passo. E vinte nomes novos entrando na lista por mês, para ela nunca acabar.

Realismo

A conta que decide tudo

Quantas conversas, quanto de investimento e em quanto tempo. Sem essa conta, o plano vira intenção.

O funil, de trás para frente

Na sessão a gente usou a taxa de 20% de conversão, que significa cinco conversas para cada venda. Essa é a última etapa do funil. Só que antes da conversa existem três etapas que também perdem gente pelo caminho, e é somando todas elas que se descobre quantas empresas você precisa abordar de verdade.

Etapa 1
100 abordagens

Empresas da sua lista, contatadas com mensagem personalizada. É o único número que depende só de você.

Etapa 2
25 respostas

Cerca de uma em cada quatro responde, quando a abordagem é feita por pesquisa e não por oferta.

Etapa 3
12 conversas

Metade de quem responde aceita sentar para uma conversa de diagnóstico de trinta minutos.

Etapa 4
2 a 3 contratos

Os 20% da sessão, aplicados às conversas. É o número que entra na sua carteira.

O número que importa

Cada cem abordagens compram dois ou três contratos

Você precisa de mais quatro ou cinco contratos para chegar nos seis da meta. Isso significa algo entre 180 e 220 abordagens ao longo do caminho. Não é conversa, é abordagem: mensagem enviada para uma empresa com nome, setor e sintoma pensados antes.

Cenário rápido

Chegar em seis meses

  • 33 abordagens por mês, ou cerca de oito por semana.
  • Quatro conversas de diagnóstico por mês.
  • Duas horas por semana dedicadas a prospecção, na sua agenda, com hora marcada.
  • Conteúdo rodando em paralelo, porque abordagem sem perfil ativo esfria na hora que a pessoa vai conferir quem você é.
Cenário confortável

Chegar em doze meses

  • 17 abordagens por mês, ou cerca de quatro por semana.
  • Duas conversas de diagnóstico por mês.
  • Uma hora por semana de prospecção.
  • É o mínimo viável. Abaixo disso o sistema não gira e você continua dependendo de indicação.
O detalhe que quase todo mundo esquece

A carteira vaza, então a conta de cima é o piso

Contrato de assessoria tem fim. Cliente encerra, reduz escopo, troca de fornecedor, fecha a empresa. Se você prospectar exatamente o número necessário para chegar em seis contratos, vai passar o ano inteiro repondo o que sai e nunca chega ao número. A prospecção precisa rodar acima da reposição, e é por isso que ela não pode ser uma campanha de três meses. É rotina permanente, igual à sua agenda de audiências.

Quanto investir em marketing

A regra que a Camila te passou, e o motivo pelo qual R$ 1.500 nunca teve chance de funcionar.

ItemNúmero
A regraInvestir no mínimo 10% do faturamento que você almeja, não do que você fatura hoje. Marketing é o dinheiro que entra antes do retorno aparecer.
Aplicando à sua metaMeta de R$ 30 mil por mês, então o investimento em marketing fica entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por mês. Se a meta for R$ 40 mil, R$ 4 mil.
O que você investiaR$ 1.500 por mês, dividido com o escritório, para três posts semanais e curadoria. Metade do necessário.
O retorno que justificaUm único contrato anual seu está na casa de R$ 60 mil a R$ 70 mil. Um contrato fechado paga mais de vinte meses de investimento em marketing.
O cálculo que fechaInvestindo R$ 2,5 mil por mês por doze meses, você gasta R$ 30 mil no ano. Um contrato assinado já devolve o dobro disso. Quatro contratos devolvem oito vezes.
Sobre a decisão de ter parado

Parar o investimento em marketing num escritório que está buscando crescer vendas nunca é um bom caminho. Sempre que a gente para, a gente tem que regredir quando retoma.

Camila, na sessão
A peça que falta

Contratar marketing do jeito certo

A profissional anterior era competente. O problema não foi a pessoa, foi o briefing, o canal, o orçamento e a expectativa. Eis o que muda na próxima contratação.

Por que R$ 1.500 não sustenta

Nesse valor, ninguém consegue se preocupar com você

Por R$ 1.500 a profissional precisa atender muitos clientes para fechar a meta de faturamento dela. É a mesma lógica do seu escritório boutique: quem atende muito não consegue se dedicar a cada um. Ela não está desinteressada, ela está diluída. Você mesma escolheu não trabalhar com volume justamente para poder entregar bem.

O que procurar

Especialização no seu nicho, acima de tudo

Direito é uma área delicada, cheia de restrição de OAB e de vocabulário próprio. Uma social media que já atende advogados sabe o que pode e o que não pode, conhece as objeções do público jurídico e não vai gastar três meses te explicando o que já deveria saber. Procure por expertise comprovada no nicho, não pelo preço que cobra.

Indicação da sessão

Hanna, social media especializada em advogados

Mentorada nossa, especialista em direito, com resultados comprovados na área. A Ana vai te passar o WhatsApp e o Instagram dela. A recomendação é acompanhar o perfil por alguns dias, ver o trabalho, e só então decidir. Contrate pensando em retorno: você está pagando porque quer resultado e porque esse dinheiro volta.

O briefing que você precisa entregar

O que estava faltando no trabalho anterior. Sem estes cinco itens, qualquer profissional produz conteúdo conceitual, porque não tem outra opção.

1
O critério de cliente

O documento do exercício 1 desta página. Quem é, porte, setor, quem decide.

2
A lista das trinta

Para o conteúdo ser escrito olhando para empresas reais, não para uma persona abstrata.

3
O repertório de sintomas

Os nove sintomas desta página, mais os que você for anotando das conversas.

4
A estrutura de seis passos

O molde de conteúdo. Peça que todo carrossel siga isso.

5
A expectativa correta

Marketing gera demanda e posicionamento. Quem vende é você. Métrica de vaidade não é o combinado.

O que combinar antes de assinar

As perguntas que você faz na reunião de contratação

  • Quais clientes do setor jurídico você já atendeu e que resultado comercial eles tiveram?
  • Como você trabalha as restrições da OAB na prática?
  • Você produz para LinkedIn ou só para Instagram?
  • De onde saem os temas? Você extrai do meu repertório ou traz pauta pronta de fora?
  • Que métrica a gente vai acompanhar mensalmente, além de alcance e seguidor?
  • Quanto tempo você estima até os primeiros contatos qualificados chegarem?
Sequência

A ordem de execução

Tudo neste documento é executável, mas não ao mesmo tempo. Esta é a sequência que respeita as dependências entre as peças.

PeríodoO que fazer
Semana 1
Sem custo nenhum
Escrever o critério de seleção de cliente (exercício 1). Começar a lista das dez primeiras empresas (exercício 2). Fazer a tradução de cinco sintomas até a língua do dono (exercício 3). Comprar o SPIN Selling.
Semana 2
Ainda sem custo
Fechar as dez primeiras empresas da lista. Escrever os dez ganchos de conteúdo (exercício 4). Conversar com a Hanna e pedir proposta. Começar a leitura do livro.
Semana 3 e 4
Começa a operação
Fechar a contratação de marketing e entregar o briefing completo. Bloquear as duas horas semanais de prospecção na agenda, com hora marcada. Fazer as primeiras dez abordagens com o script 1. Montar a planilha de registro. Publicar os dois primeiros conteúdos, você mesma, se o marketing ainda não estiver rodando.
Mês 2Conteúdo rodando em Instagram e LinkedIn. Trinta e três abordagens no mês, cerca de oito por semana. Follow-up de todas em cinco dias. Primeiras conversas de diagnóstico usando o banco SPIN, com o exercício 5 respondido por escrito antes de cada uma.
Mês 3Mesma cadência de abordagem. Primeiras propostas saindo do diagnóstico, com preço ancorado no impacto verbalizado pelo cliente. Follow-up estruturado de proposta. Revisar o critério de cliente com o que as conversas ensinaram.
Mês 4 a 6Manter trinta e três abordagens e quatro conversas por mês, mais vinte nomes novos entrando na lista. É esta faixa que decide se você chega aos seis contratos em seis meses ou em doze. Revisar a precificação, saindo da Tabela da OAB para valor ancorado em impacto.
Mês 7 a 12Prospecção vira rotina permanente, acima da reposição, porque a carteira vaza. Treinar a pessoa que te auxilia para assumir o disparo das abordagens, o agendamento e o follow-up, com você supervisionando e conduzindo as conversas.
O risco número um deste plano

Você já disse qual é

No formulário você escreveu que tem feito cursos e ido a eventos, e que tem dificuldade de colocar em prática. Este documento inteiro morre nessa frase se a semana 1 não acontecer. A semana 1 não custa dinheiro, não depende de contratar ninguém, não depende da aprovação de sócio e não exige nenhuma competência que você não tenha. São três documentos escritos por você, sozinha, sobre o que você já sabe. Bloqueie duas horas na agenda desta semana e faça.

Sobre a síndrome do impostor

Você registrou isso no formulário, então ela precisa estar aqui

Você tem 28 anos de advocacia, dez anos consolidada numa casa, especialização em compliance e uma leitura correta de onde o mercado está indo. O que você não tem é treino em venda, e isso não é um defeito de caráter, é uma competência que nunca foi ensinada. Em nenhuma faculdade de Direito, nem em nenhuma outra, ensinam posicionamento, funil, jornada de compra ou marketing pessoal. Todos os advogados vivem esse mesmo desafio, assim como médicos, nutricionistas e dentistas. Você está na média, e está começando a resolver. A diferença entre você e eles é que você parou para estruturar.

O que fazer

Plano de ação

Clique para marcar como concluída. Fica salvo neste navegador. Prioridade alta significa que sem ela as outras não fazem sentido.

Área 1

Posicionamento e cliente

5 tarefas
Escrever o critério de seleção de clienteAlta
Responder por escrito as cinco perguntas do exercício 1 desta página: porte, setores prioritários, estrutura de RH, momento da empresa e quem não é cliente. Este documento orienta tudo o que vem depois.
Montar a lista das dez primeiras empresasAlta
Nomes reais de Manaus, com setor e porte aproximado. Usar o método do mapa por bairro, a eliminação por segmento e os concorrentes dos clientes atuais.
Ampliar a lista para trinta empresasMédia
Nas duas semanas seguintes, completar as vinte restantes.
Definir a marca pessoal Cláudia Medeiros como o eixoMédia
Decisão tomada na sessão. Construir a sua própria referência de posicionamento, valores e tom de voz, separada do documento do escritório, mesmo que uma coisa converse com a outra.
Revisar o critério de cliente depois das primeiras conversasBaixa
No mês 3, com o que as conversas de diagnóstico ensinaram sobre quem realmente compra.
Área 2

Comercial

9 tarefas
Assumir formalmente o papel de dona do comercialAlta
Comunicar ao sócio que você é a responsável pela implementação do comercial, e bloquear na agenda o tempo semanal para isso. Sem dono, o comercial não existe.
Comprar e ler o SPIN Selling, de Neil RackhamAlta
Edição em português: "Alcançando Excelência em Vendas: Spin Selling", editora M.Books. É o fundamento de toda a conversa de venda deste plano.
Imprimir o banco de perguntas SPIN e usar nas primeiras conversasAlta
Levar impresso. Nas primeiras reuniões, consultar sem constrangimento. Depois de dez conversas vira automático.
Bloquear duas horas semanais de prospecção na agendaAlta
Com hora marcada, igual a uma audiência. É esse bloco que sustenta as oito abordagens por semana da conta. Sem hora marcada, a prospecção é a primeira coisa que o operacional come.
Fazer as dez primeiras abordagens de prospecçãoMédia
Usar o script 1, personalizado por empresa. Por e-mail, LinkedIn ou WhatsApp, dependendo de onde a pessoa está. Depois dessas dez, subir para oito por semana.
Montar a planilha de registro de contatosMédia
Empresa, contato, canal, data, o que foi dito, próximo passo e data do próximo passo. Follow-up é etapa do processo, não insistência, e a maior parte das respostas vem no segundo toque.
Alimentar a lista com vinte nomes novos por mêsMédia
As trinta empresas do começo se esgotam em pouco mais de um mês na cadência certa. A conta pede perto de duzentas abordagens ao longo do caminho, então a lista precisa crescer o tempo todo.
Preparar cada conversa por escrito antes de acontecerMédia
Exercício 5 desta página, quinze minutos por reunião: hipóteses de sintoma, pergunta de implicação e hipótese de oferta.
Revisar a precificação, saindo da Tabela da OABBaixa
Você mesma registrou que a precificação precisa de melhorias. A partir do mês 4, com conversas rodando, ancore o preço no impacto que o cliente verbalizou, e não na tabela.
Área 3

Conteúdo e marketing

6 tarefas
Religar o investimento em marketingAlta
Entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por mês, que é 10% da meta de R$ 30 mil. Investimento seu, para não ficar refém do ritmo e das aprovações do escritório.
Falar com a Hanna e pedir propostaAlta
Social media especializada em advogados, indicada na sessão. Acompanhar o perfil por alguns dias antes de decidir. A Ana passa os contatos.
Escrever os dez ganchos de conteúdoMédia
Exercício 4. Cenas concretas que acontecem dentro da empresa, sem jargão jurídico. Cada gancho vira um carrossel.
Entregar o briefing completo para quem for produzirMédia
Os cinco itens da seção de contratação: critério de cliente, lista das trinta, repertório de sintomas, estrutura de seis passos e a expectativa correta sobre o que marketing entrega.
Abrir e ativar o LinkedInMédia
O canal onde o empresário está com a cabeça em problema de empresa. Ficou de fora dos oito meses anteriores. Texto funciona bem lá, o que resolve a resistência a gravar vídeo.
Criar o hábito de anotar cenas depois de cada atendimentoBaixa
Conteúdo bom é extração. Toda conversa com RH de cliente e toda audiência guarda uma cena que vira post. Anote no mesmo dia, em uma nota só.
Área 4

Estrutura

3 tarefas
Estruturar a esteira de produtosMédia
Você registrou que não tem esteira estruturada. Nomear e delimitar o que é assessoria mensal, o que é projeto de compliance trabalhista e o que é contencioso avulso, com promessa e ticket de cada um.
Treinar a pessoa que te auxilia no agendamento e no follow-upBaixa
A partir do mês 4, quando você já dominar a conversa. Você supervisiona e treina, mas a condução da venda continua sua por enquanto.
Definir a meta de migração do contencioso para o preventivoBaixa
Que percentual da agenda você quer em preventivo até o fim de 2027. Isso sustenta a redução de ritmo que você planeja para daqui a três a cinco anos.
Documento de apoio

O seu formulário de diagnóstico

As respostas que você preencheu antes da sessão, e que serviram de base para tudo o que está aqui. Vale reler daqui a noventa dias e comparar.

Baixar o formulário

O que a gente combinou

Você chegou pedindo prospecção ativa e sai com o sistema inteiro desenhado, do critério de cliente até o fechamento. Nos próximos dez dias você tem a gente no WhatsApp para qualquer dúvida de implementação. Use.

Esta semana

As três primeiras tarefas do plano, que não custam dinheiro nem dependem de ninguém: critério de cliente, lista das dez e a tradução dos sintomas.

Nos dez dias

Traga as dúvidas que aparecerem no meio do exercício. É no meio da execução que a orientação vale mais.

Em noventa dias

Volte a este documento e confira: quantas abordagens saíram, quantas conversas aconteceram, quantas propostas foram feitas. O que não foi medido não foi feito.